sábado, 19 de agosto de 2017

Final de semana com música erudita no SESI Santos

O SESI Santos está entre as diversas unidades que sediarão a III Mostra SESI-SP de Música Erudita, com apresentações envolventes que encantam e emocionam. Os espetáculos são gratuitos e acontecem de 25 a 27 de agosto, sexta e sábado, às 20h, e domingo às 11h.
Os ingressos estão disponíveis para reserva no sistema Meu SESI na página www.sesisp.org.br/meu-sesi
Alguns exemplares também serão distribuídos na bilheteria do teatro no dia de cada apresentação.
Essa é mais uma proposta do SESI-SP de promover o acesso da sociedade às diferentes expressões artísticas, difundir o conhecimento e formar público para essa vertente musical ainda distante da maioria da população. Em todo o estado, a mostra contará com 48 apresentações de 18 grupos referência na área.
Dividido em quatro séries temáticas, A Música pelo Mundo, Compositores Nacionais, Crossover e História da Música, o evento conta ainda com um bate-papo entre o público e os grupos. Neste diálogo, os artistas revelarão as singularidades do gênero, processos de composição e os contextos e curiosidades das obras, período histórico e instrumentação. Uma oportunidade única de aproximar o público do trabalho artístico.



Em Santos
Uma viagem aos períodos que marcaram a trajetória do erudito é o que propõe a série A História da Música. O brilhante concerto do Quarteto Ficta, evidencia, a partir de pesquisas, um panorama integral da música instrumental e seus paralelos com a história da arte, no dia 25 de agosto, às 20h.
A Música pelo Mundo exibe a importância dos diferentes países na formação musical e instrumental de seus compositores. A mostra traz no dia 26 de agosto, às 20h o renomado Duo Celta. A apresentação ilustra o mérito da influência cultural local, que cede à música erudita um tom sonoro esfuziante e belo.
A série Compositores Nacionais expõe a originalidade dos músicos eruditos brasileiros e seus alcances que se projetam até o âmbito internacional. Na peça musical de A-Trio, que acontece no dia 27 de agosto, às 11h, é possível enxergar todo o contexto histórico e artístico da época em que as composições foram criadas.

Programação completa:

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Curso aborda o mundo de Hilda Hilst
Inscrições abertas

A proposta dos encontros é conversar – dar voltas com – a obra de Hilda Hilst, promovendo um contato mais rente a esse corpus desejante e suas intensidades poéticas. Alturas, vãos e funduras – espaços de invocação, ruído, vazio, cintilância e desejo – serão acessados por meio de leituras, análises e trocas subjetivas que pretendem provocar inquietudes e estilhaçar, ainda mais, nossas próprias medidas.
O curso é ministrado por Geruza Zelnys.


Inscrições:
Presencialmente na recepção da Casa das Rosas até o preenchimento das vagas. 
É necessário confirmar a inscrição frequentando a primeira aula de cada curso. Faltar na primeira aula implica o desligamento automático do aluno.

Serviço:
Curso Desejo e Cintilância: pensar alturas, vãos e funduras com Hilda Hilst
Quando: às quartas-feiras, dias 6, 13, 20 e 27 de setembro, às 19 horas
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo
Mais informações: +55 (11) 3285-6986/3288-9447
 


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Annabelle 2 - A Criação do Mal
Em cartaz nos cinemas

Annabelle 2 – Acriaçãodo Mal entrou hoje em cartaz, filme de David F. Sandberg com 1h50min de duração, com Stephanie Sigman, Miranda Otto, Lulu Wilson e Anthony LaPaglia.
Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.

Trailer legendado:
https://www.youtube.com/watch?v=SQ2jLjjBIwc


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Conto: A casa sombria

Bom dia e excelente quarta-feira a todos nós.
A casa sombria faz parte da Revista Conexão Literatura deste mês. Interessados em participar da revista é só verificar com o editor.
Espero que gostem da história, abraços,
Míriam

A casa sombria ficava duas quadras de onde eu morava.
Na minha infância foi uma casa que sempre admirei. Aquela imensa casa, diziam, ser mal assombrada, pois coisas estranhas aconteciam à noite.
Era uma propriedade enorme e antiga, mas bem cuidada, sempre limpa, com árvores altas e muito espaço para correr e brincar. Nunca se via ninguém no casarão. Eu, pelo menos, não me lembro de ter visto os moradores.
Falavam os meus amigos que a casa era assombrada porque os moradores foram mortos e enterrados em algum lugar do jardim, então, à noite, os fantasmas andavam pela casa.
Bem, particularmente, acho que os fantasmas deveriam ter o que fazer durante o dia, porque só estavam na casa durante a noite. Não é estranho isso? Dizem sempre que os fantasmas aparecem à noite. Então, será que são vampiros também, além de fantasmas? Sempre me perguntei sobre isso. Bem, enfim, continuamos com os tais acontecimentos.
Quando vi a casa pela primeira vez tinha meus 13 anos e foi numa sexta-feira 13! Arrepiei-me na época, ainda me lembro.
Fiquei parada em frente ao imóvel tentando avistar alguém. Tudo tranquilo, nenhum sinal de ser vivo na casa. Permaneci por alguns minutos na porta, os muros não eram altos, então eu conseguia ver bem o que se passava pelo terreno. Nada de estranho me chamou a atenção. Desisti da história do assombro.
Eis que um dia minhas amigas me tentaram a ir a tal casa. Eu, que sempre gostei de coisas assombrosas, topei. Marcamos que entraríamos a todo custo na casa e para ver os fenômenos que aconteciam, teria que ser quando escurecesse.
O grupo era formado por cinco mocinhas, inventamos uma boa desculpa a nossos pais e fomos para a casa avermelhada, a tal mal assombrada.
— E aí, estamos aqui na porta e não vejo nenhum movimento lá dentro. A casa está às escuras, sinal que não tem ninguém. — Dizia minha amiga Rosa, segura de si.
— Bem, e se os moradores estiverem trabalhando e retornarem agora à noite? — Dizia outra amiga, Pina, com uma voz trêmula.
— Bobagem gente, vamos entrar ou não? — Finalizaram Claudia e Teresa, já sem paciência e nos chamando de medrosas.
Com aperto no coração e mãos geladas, todas nós, as meninas da vilinha onde morávamos, abrimos com facilidade o portão e entramos no terreno.



Bem devagar e todas de mãos dadas, seguimos vistoriando o local, que não tinha nada de estranho. Subimos os degraus bem devagar. Dava para escutar a respiração acelerada de todas.
Eu, na frente, fui abrir a porta. Para minha surpresa, não estava trancada. Parei, mas a minha curiosidade era tanta, que a empurrei escancarando-a. Entramos. Eu era a única que tinha lanterna.
Iluminei o interruptor e acendi as luzes, e não ouvi reclamação de ninguém, pois queríamos ver tudo e com a lanterna não tinha condições.
Andamos pela sala, de grande tamanho, móveis clássicos em madeira, sofás forrados com veludo vermelho, objetos antigos decoravam o ambiente, assim como quadros, muitas pinturas de homens e mulheres, acho que foram os habitantes da casa.
Passamos para o outro cômodo, a sala de leitura, lá, me encantei com a quantidade de livros que estavam na estante que pegava uma parede inteira, até o teto. Na sala pendiam dois lustres e um sofá grande, perto da janela.
A casa estava bem cuidada e limpa. Andávamos na direção da cozinha. Pisávamos em “ovos” para não fazer nenhum barulho, quando Teresa se desequilibra e bate num objeto que cai ao chão. O estrondo fez até meu coração sair pela boca.
Nisso, alguém grita perguntando quem estava ali. Os passos apressados começam a ficar mais nítidos e a voz de mulher com uma fala rouca chega cada vez mais próxima de nós. Alguém descia as escadas apressadamente.
Saímos correndo e vi a mulher. Era uma senhora, com vestido longo e um avental. Ela gritava, mas eu não conseguia entender mais nada o que falava. Derrubei minha lanterna. A mulher agora berrava. Olhei para trás e vi seu rosto branco, sua boca espumando de raiva, os olhos enormes esbugalhados, ela segurava o vestido e com passos rápidos tentava agarrar uma de nós.
A porta, que deixamos aberta, “voamos” para fora, descendo os degraus “a jato”, abrindo o portão da rua e desaparecendo na escuridão.
Ninguém olhou para trás. Chegamos a nossas casas tão rápido que nem acreditei. Caladas e pálidas como defuntos, permanecemos na porta da vila para o coração voltar ao normal. Nenhuma de nós ousou comentar alguma coisa naquela noite; e cada uma entrou para sua casa.
Nunca mais retornamos ao casarão e até passávamos por outra rua só para não aparecermos na frente do imóvel.
Não soube mais nada sobre a senhora que morava na casa e nem quem era ela. O fato foi desaparecendo aos poucos de nossas vidas, até sumir por completo.

Para mim, a cena sempre ficou em minha mente, pois não sei como acabei ficando com uma cicatriz na perna esquerda, pois não me lembro de ter me cortado em nada e ainda hoje, ao dormir, escuto os gritos da velha da casa sombria.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

9ª Tarrafa Literária

 

Evento será realizado em setembro, no Theatro Guarany, em Santos. Boa notícia não é mesmo?




A nona edição do festival Tarrafa Literária, que será realizada em setembro, em Santos, já começou a ser desenhada e tem a confirmação de alguns temas e autores convidados. O caráter internacional do evento está garantido com a volta do escritor português Raul Zink, que lança agora o livro "Anibaleitor", uma obra para “crianças maduras e adultos imaturos”, como brinca o autor, que fala sobre uma fera que devora homens e livros.
Também este ano, a Tarrafa volta a valorizar as histórias em quadrinhos, com a vinda de André Dahmer (que publica tirinhas de humor no jornal Folha de S. Paulo) e de Rafael Coutinho (filho da cartunista Laerte, que esteve na última Tarrafa, em 2016). Ambos estão estreando na Tarrafa.
A Tarrafa tem aprovação das leis de incentivo Rouanet (Federal) e o Programa de Ação Cultural (ProAc-ICMS), do Governo do Estado. Em 2016, o evento atingiu mais de 4 mil pessoas.
Bem, vamos aguardar a data do evento e programação completa.
Até amanhã, abraços,

Míriam

domingo, 13 de agosto de 2017

As Mãos do Meu Pai
Poesia de Mário Quintana

Hoje é Dia dos Pais e para homenagear todos os pais do mundo, ofereço uma poesia de Mário Quintana.

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

Abraços, até amanhã,

Míriam

sábado, 12 de agosto de 2017

Incentivo à Pesquisa e a Tradução
Inscrições abertas

Olá meus amigos, excelente sábado a todos nós.
O Programa Haroldo de Campos está com inscrições abertas até dia 29 de setembro de 2017 para o processo de seleção para o Programa Incentivo à Pesquisa e à Tradução da Obra de Haroldo de Campos, da Casa das Rosas – Centro de Referência Haroldo de Campos.


Interessados em participar, segue o edital:


Abraços, até amanhã,

Míriam

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Espetáculo Terceira Margem
Gratuito, dias 11 e 12, no SESI Santos

Bom dia amigos, excelente sexta-feira a todos nós.
Vejam que interessante, sem falas, Universo de Guimarães Rosa ganha o palco do SESI Santos neste final de semana, dias 11 e 12, sexta e sábado.

O espetáculo gratuito Terceira Margem é acessível ao público portador de deficiência auditiva, numa dinâmica totalmente sensorial e gestual
Nos dias 11 e 12/08, sexta e sábado, às 20 horas, o SESI Santos recebe o espetáculo Terceira Margem, da Minha Nossa Cia de Teatro. Sem diálogos, a peça traz a proposta de incluir pessoas com deficiência auditiva e possui entrada gratuita. Os ingressos podem ser reservados pelo sistema Meu SESI, após breve cadastro.



Inspirado no universo sertanejo do respeitado autor brasileiro Guimarães Rosa, o enredo gira em torno de uma mãe que espera um filho, que espera o pai, que permanece.
Ancorada na simplicidade, essa família é atravessada por um rio. No transcorrer do tempo, uma decisão do pai abre uma lacuna na vida de todos.
A Minha Nossa Cia de Teatro cria uma nova perspectiva ao representar toda a história apenas com gestos e expressões visuais, possibilitando assim a inclusão de pessoas com deficiência auditiva. Sem falas e cenário, os atores dão forma ao enredo por meio do movimento, revelando a existência do rio através de gestos que evocam sua presença, como lavar o rosto, beber água ou nadar.
No espetáculo, o diálogo deixa de ser uma barreira e transcende a linguagem por meio do gesto. Além de dar um novo significado a um clássico da literatura nacional, Terceira Margem é a expressão da eternidade e individualidade, lembrança e esquecimento, vida e morte, tempo e experiência.

Serviço:
Espetáculo Terceira Margem
Quando: dias 11 e 12/08, às 20 horas
Local: Teatro do SESI Santos – Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria
Duração: 45 minutos
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Modalidade: Livre para todas as idades
Gênero: Drama
Informações: (13) 32098230
Site: www.santos.sesisp.org.br
Entrada gratuita – Reservas antecipadas pelo Meu SESI www.sesisp.org.br/meu-sesi
Uma cota de ingressos serão distribuídos a partir de 01 hora antes do início do espetáculo


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Cine SESI-SP no Mundo: 
A França e o Novo

Bom dia e uma ótima quinta-feira a todos nós. Muito serviço pela frente na Assessoria de Comunicação, mas é a vida, e ainda bem que tenho serviço!


Para quem gosta de filme europeu, começa hoje o Cine SESI-SP no Mundo: A França e o Novo, com vasta programação até o dia 11 de outubro.
A Mostra Cine SESI-SP no Mundo: A França e O Novo, realizada com apoio do Instituto Francês no Brasil, traz ao público paulista, entre 10 de agosto e 11 de outubro, oito filmes de dois grandes momentos do cinema francês: títulos do meio do século XX, época em que surgem a revista Cahiers du Cinema e o movimento conhecido como a Nouvelle Vague; e outros contemporâneos, que retomam questões temáticas e formais dos grandes clássicos, mostrando a evolução da linguagem cinematográfica e da visão de mundo dos realizadores.
O evento acontece em 40 unidades do SESI do Estado de São Paulo, inclusive no SESI Santos.

Acompanhe a programação:

Faça a sua reserva pelo Meu SESI:




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cinema na Casa das Rosas
Jardim Paradiso: Vidas Secas

Olá queridos amigos, excelente quarta-feira (meio da semana) a todos nós.
Se você mora em São Paulo, fica mais fácil conferir a sessão, para mim, infelizmente, fica mais difícil.


O Jardim Paradiso acontece dia 10 de agosto e 14 de setembro e exibe, respectivamente, "Vidas Secas" (1964), adaptação de Nelson Pereira dos Santos do clássico homônimo de Graciliano Ramos, e "Sagarana, o duelo" (1974), releitura dirigida por Paulo Thiago da obra de Guimarães Rosa.

10 de agosto
Vidas Secas (1964)
Direção: Nelson Pereira dos Santos | Livre| 105 min
Baseado na obra homônima de Graciliano Ramos, o filme traz a trajetória de uma família de retirantes nordestinos, composta por Fabiano (Átila Iório), sua mulher Sinhá Vitória (Maria Ribeiro) e seus dois filhos, além da cachorra Baleia e um papagaio, em sua fuga da seca que castiga a região.

Serviço:

Jardim Paradiso: Vidas Secas

Quando: quintas-feiras, dias 10 de agosto e 14 de setembro, às 19h

Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo

Mais informações: +55 (11) 3285-6986/3288-9447

Sessões gratuitas

10/08 – Vidas Secas (1964), livre, 105 min


14/09- Sagarana, o duelo (1974), 16 anos, 100 min